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Portuguesa desenvolve novo ferro para combater anemia

ferro-nanoparticuladoUm novo tipo de ferro nanoparticulado,, desenvolvido no laboratório da pesquisadora portuguesa Dora Pereira, em Cambridge, Inglaterra, foi premiado pela Sociedade Real de Química britânica, pelo potencial de revolucionar o combate à anemia.

O novo composto, desenvolvido no laboratório da portuguesa, líder de equipe no Conselho de Pesquisa Médica (Medical Research Council), pretende ser mais eficaz e ter menos efeitos secundários do que os suplementos de ferro atualmente usados no combate à anemia.

“Atualmente, as terapias são baseadas em ferro solúvel, que não é completamente absorvido e tem efeitos secundários gastrointestinais, causa mudanças na flora intestinal ou provoca reacções redox no intestino, que podem dar origem a inflamação e lesões cancerígenas”, disse Dora Pereira.

O laboratório da portuguesa, que estuda a forma como o ferro é absorvido pelo sistema humano, desenvolveu um mimético do ferro que se encontra naturalmente nos alimentos e no sistema digestivo e que, por meio de endocitose, as células dissolvem e, depois, libertam gradualmente na corrente sanguínea.

“É mais seguro e evita os efeitos secundários dos outros suplementos de ferro disponíveis no mercado”, garante a pesquisadora.

Os resultados dos primeiros estudos pré-clínicos e humanos foram publicados na segunda-feira, na revista Nanomedicine, poucos dias depois da atribuição do primeiro prêmio da Royal Society of Chemistry, anunciada no dia 25 de Junho.

“O objetivo do prêmio é trazer avanços das ciências químicas com potencial impacto para a economia britânica, para uma realidade comercial”, disse a cientista, que espera saber, na próxima semana, se haverá farmacêuticas interessadas em desenvolver um produto para venda ao público.

“A anemia não é vista como um problema de saúde pública, mas é a causa de maior número de pedidos de baixa do trabalho. Finalmente a indústria percebeu a importância deste problema”, congratulou-se.

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