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Avião da SATA faz pouso de emergência no Funchal

 

Avião da SATA faz pouso de emergência em Funchal

Avião da SATA faz pouso de emergência em Funchal

Um avião da companhia aérea portuguesa SATA fez um pouso de emergência esta manhã no aeroporto do Funchal, 15 minutos depois de iniciar a decolagem.

O aparelho fazia a ligação entre a cidade de Funchal e Copenhague, capital da Dinamarca. Durante a decolagem o piloto foi surpreendido por um bando de pássaros junto à pista que entraram para os reatores do aparelho, precisamente na fase em que é necessária a maior potência, o que obrigou ao regresso da aeronave à pista, relatou o porta-voz da companhia açoriana, José Gamboa.

“A perícia do piloto bastante experiente contribuiu para que a aeronave voltasse para a pista com toda normalidade e, sobretudo, com segurança para os passageiros”, acrescentou. A bordo do avião, pilotado pelo comandante Timóteo Costa,que é natural da Madeira e profundo conhecedor deste aeroporto, encontravam-se 104 passageiros, além da tripulação.

“Não houve danos pessoais”, garantiu o representante da SATA que lamentou uma “situação que não pode acontecer”. As aves estavam pousadas na cabeceira leste e levantaram com a turbulência e barulho dos motores precisamente no momento em que o avião decolava da pista no sentido Funchal-Machico.

Por seu lado Duarte Ferreira, administrador da empresa gestora dos aeroportos da Madeira (ANAM), assegurou que o aeroporto “cumpre todas as normas de segurança”, dispondo de “equipamentos, ultra-sons e canhões de gás, para afugentar as aves” que “são ativados conforme as circunstâncias e meios humanos disponíveis”.

Dispõe também ao seu serviço de caçadores que foram contratos há cerca de seis meses, para substituir uma equipe de agentes da PSP que nos dois últimos anos efetuavam essa operação. A participação desta corporação nas atividades de controle da vida animal nos aeroportos da Madeira e do Porto Santo foi “feita a título excepcional e temporário, até que o processo de licenciamento dos nossos funcionários encarregados dessa monitorização e controle estivesse concluído”, adiantou o administrador da ANAM.

Recorde-se que há menos de três meses, a 27 de Março passado, uma ave de grande porte penetrou num dos reatores de um avião EasyJet aquando da aterrisagem de um voo Lisboa – Funchal. O motor do avião teve danos significativos, impossibilitando-o de efetuar o voo de regresso. A companhia aérea inglesa enviou um outro avião, proveniente de Londres, para substituir a aeronave que ficou avariada.

Também a 6 de Março do ano passado, a entrada de uma ave num dos motores de um avião que seguia para Lisboa obrigou o piloto a regressar ao aeroporto da Madeira poucos minutos após a decolagem. O incidente ocorreu com um avião da TAP, tendo os passageiros sentido uma forte turbulência, antes de o avião descrever uma curva para a direita e regressar à pista.

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