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Passos Coelho diz que aumentos salariais na função pública deverão ser “em função da produtividade”

 

Passos Coelho fala sobre os salários dos Servidores Públicos

Passos Coelho fala sobre os salários dos Servidores Públicos

O presidente do PSD, Pedro Passos  Coelho, defendeu hoje que os aumentos salariais em Portugal devem ter como critério principal a produtividade, em detrimento da inflação, incluindo  na função pública.  Quanto à função pública, Passos Coelho assinalou que esta questão não  se coloca agora, porque Portugal firmou acordo com a União Europeia e com o Fundo  Monetário Internacional o congelamento salarial para “os próximos três  anos”.

Em declarações aos jornalistas, no final de uma visita aos Bombeiros  Voluntários da cidade de Figueira da Foz, o presidente do PSD defendeu que, “para  futuro, não quer dizer que a produtividade seja o único fator, mas deve  ser o mais importante” para a evolução dos salários.

A seguir, questionado sobre quais devem ser os critérios para haver  aumentos salariais na função pública, Passos Coelho respondeu que “a Administração  Pública não deve ter um critério diferente do resto do país”, acrescentando que é preciso “saber medir a produtividade na Administração e os salários  devem refletir também essa produtividade”.

Sobre como medir a produtividade na função pública, segundo o presidente  do PSD isso “não tem uma resposta simples”, mas “de certeza” que “há formas  de medir a produtividade na Administração Pública”.

Segundo Passos Coelho, indexando os aumentos salariais à produtividade  a economia portuguesa poderá ser mais competitiva e os salários dos portugueses  “acabarão por tender a convergir melhor com os espaços comerciais” com os  quais Portugal se relaciona.

O presidente do PSD ressalvou que entende que “a produtividade deve  ser o fator principal”, mas “não deve ser o único” e que a inflação não  deve deixar de ser considerada: “Claro que a deterioração do poder de compra  trazido pela inflação não pode deixar de se refletir também nos ajustamentos  salariais, não deve é ser o fator preponderante”.

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