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Jovens portugueses recriam cidade do Porto em 3D

Estudantes portugueses recriam cidade do Porto em 3D

Estudantes portugueses recriam cidade do Porto em 3D

Os jovens estudantes portugueses, Bruno Quelhas de 17 anos e José Eça de Queiroz com 18 anos, estão remodelando no Google Earth a cidade portuguesa do Porto, em três dimensões.

Os dois jovens decidiram refazer todos os edifícios históricos – esta é a meta dos alunos de Artes Visuais, que trabalham de forma voluntária com o Google.Quelhas e Queiroz, de acordo com reportagem do jornal Público, querem divulgar a cidade e descobrir “mais pontos de interesse”.

Eles já conseguiram disponibilizar no Google Earth a Sé Catedral do Porto, a Cadeia da Relação e o Palácio da Bolsa. Além disso, os jovens dizem que não esqueceram da “alma da cidade” e reconstituíram o Mercado do Bolhão, entre outros locais tradicionais, na internet.

A parte do Google Earth em que eles remodelam os prédios pode ser modificada por qualquer usuário, porém com aprovação do Google. Assim, é possível surgirem diferentes propostas para um mesmo prédio, e a escolha é feita pelo Google. Os portugueses contam que nada do que eles criaram até agora foi substituído, mas a Casa da Música feita por eles substituiu uma anterior, que estava mal posicionada.

O trabalho de Quelhas e Queiroz começa com as fotos dos edifícios. Depois, utilizam a ferramenta grátis do Google SketchUp, para fazer modelação. Os maiores obstáculos são reproduzir com fidelidade texturas, perspectivas e alturas e se manter no espaço estipulado pelo Google: 10 megabytes.A ideia de recriar o Porto em 3D surgiu na disciplina de Área de Projeto na escola. Como o trabalho não se enquadrava no que a professora queria, eles optaram por modelar prédios em 3D para o Google voluntariamente desde novembro de 2010. Outro plano destes portugueses é criar o manual “Como Modelar o Porto”. Eles mantêm um blog (oporto3d.blogspot.com/) com mais informações sobre o projeto A modelação em 3D já não é novidade. O que distingue mesmo o trabalho de Bruno e José é o rigor, além do carácter voluntário da participação. A meta a cumprir está estabelecida: modelar todos os edifícios históricos do Porto. Vêem a iniciativa como uma forma de divulgar a cidade, permitindo a descoberta de “mais pontos de interesse”.
Visitando o Porto no Google Earth, já se vêem vários trabalhos dos jovens. Concluíram a Sé Catedral do Porto, a Igreja de S. Francisco e o Palácio da Bolsa. “Ou a Estação de S. Bento, a Cadeia da Relação e a Casa da Música”, acrescentam. A “alma” da cidade não foi esquecida e, na lista, incluem-se também o Mercado do Bolhão e parte da Ribeira, com todas as casas de diferentes tamanhos, formatos e cores que dão vida às fachadas. Esta vertente do Google Earth é aberta à participação dos internautas, pelo que podem surgir diferentes propostas de modelação do mesmo edifício? Nessse caso, explicam Bruno e José, o Google avalia as opções e escolhe. “Nunca fomos substituídos, mas já substituímos a da Casa da Música, feita por uma empresa que a posicionou mal.”
Portuenses, Bruno e José partilham o gosto pela cidade e pela arquitetura. Frequentam o 12.º ano de Artes Visuais, no Externato Ribadouro, a ideia de construir um Porto em 3D surgiu na disciplina de Área de Projecto, embora tenha acabado por ser desenvolvida fora desse âmbito, por não se enquadrar no tema das Ciências do Ambiente que a professora definiu. Em finais de Novembro de 2010, começaram a concretizar o projecto e converteram-se em “voluntários da modelação”, sem apoio financeiro. “Ele convenceu-me”, ri-se José. “Em termos de currículo é muito bom, o que é um incentivo”, explica Bruno.
O processo de trabalho destes estudantes é simples: tiram fotografias aos edifícios e, depois, utilizam o Google SketchUp, uma ferramenta grátis do Google, para fazer modelação. Para Lisboa, está disponível o Google Building Maker, um programa que facilita a criação de edifícios em 3D, mas, no Porto, a opção é usar o SketchUp. É mais lento, “mas mais detalhado”, defendem. “Quando nos conhecemos, achei engraçado que o José conhecesse também o SketchUp”, diz Bruno. As maiores dificuldades que se lhes deparam consistem em conseguir representar com fidelidade e rigor as texturas, alturas e perspectivas. E em não ultrapassar o limite de espaço (10 megabytes) definido pelo Google.
Paralelamente, estes jovens estão a desenvolver um manual – Como modelar o Porto – sobre modelagem de edifícios em 3D. Mas nem todo o tempo livre é dedicado a este projecto. Bruno diz gostar de jogos de computador, de acompanhar a carreira do FC Porto e de desenhar casas, enquanto José prefere “fazer maquetes de aviões históricos e militares”. Não sabem se, no futuro, continuarão a ter tempo para investir neste projecto. Bruno Quelhas graceja que os alunos da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, na qual quer ingressar, “são conhecidos por não dormirem”. José Eça de Queiroz pretende seguir Design Industrial.
Insistindo que qualquer pessoa pode modelar, iniciaram a promoção do seu blogue, O Porto em 3D. Adeptos das redes sociais, no Twitter, por exemplo, têm seguidores dos EUA, de Inglaterra ou do Canadá. Criaram até um desafio: a 150ª pessoa a “gostar” da página do projecto no Facebook teria direito a ter a sua casa (no distrito do Porto) modelada em 3D por um elemento do blogue. Na semana passada, foi ultrapassada a meta da centena e meia de aprovações e o autor do 150.º “Gosto” recebeu esta mensagem dos autores: “Filipe Brígida é o vencedor do prémio! Aceitando, terá o edifício onde habita modelado em 3D!”

Fonte – Público – PT

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