|

Portugal faz leilão bem-sucedido de títulos da dívida

Portugal faz leilão de Títulos da Dívida

Portugal faz leilão de Títulos da Dívida

O governo de Portugal foi bem-sucedido ao fazer um leilão de títulos públicos nesta sexta-feira. O resultado do leilão surpreendeu analistas mais pessimistas, que acreditavam que Portugal não conseguiria atrair investidores.

O leilão também amenizou a especulação de que o país não terá outra saída que não buscar socorro financeiro com o FMI (Fundo Monetário Internacional) e com a União Europeia.

Os juros pagos pelo governo nos títulos de curtíssimo prazo foram, no entanto, elevados.

O governo vendeu no leilão 1,645 bilhões de euros de curto prazo, com juros de 5,79% ao ano. Esses juros foram menores que os dos títulos vendidos no mercado secundário, mas estão 2,5 pontos acima do que o governo pagou em leilões semelhantes no ano passado.

Com o resultado desta sexta-feira, Portugal agora para mais nos títulos com vencimento em 15 meses do que a Espanha em papéis que vencem em 10 anos_ em uma indicação clara de quanto os investidores estão cobrando para aceitar o risco português.

A venda de títulos dá um fôlego financeiro ao governo que terá que desembolsar 4,3 bilhões de euros para pagar dívidas que vencem em abril. Em junho, há uma nova concentração alta de vencimento a serem pagos, no valor de 4,9 bilhões de euros.

CRISE DE CONFIANÇA

O elevado risco de Portugal se justificam pelo descontrole das contas públicas. O governo revisou na quinta-feira o tamanho do deficit público do ano passado, para 8,6% do PIB (Produto Interno Bruto).

Com isso, o país ultrapassou a meta do deficit que era de 7,3% do PIB para o ano passado.

Com a revisão, o governo português admitiu que a dívida pública é de 92,4% do PIB

A piora na crise portuguesa ocorreu na quarta-feira da semana passada, quando o primeiro-ministro José Sócrates renunciou, colocando o país em um limbo político. O pedido de demissão de Sócrates foi consequência da derrota sofrida por ele no Parlamento, que vetou um pacote de ajuste fiscal contra a crise.

O presidente português, Aníbal Cavaco Silva, anunciou na quinta-feira a dissolução do Parlamento e a convocação de eleições legislativas antecipadas no dia 5 de junho, em uma decisão esperada após a renúncia de Sócrates.


Deixe um comentário