Dilma chega e diz que pode ajudar Portugal a sair da crise.
A presidente do Brasil, Dilma Rousseff em visita oficial a Portugal, disse que o Brasil pode ajudar o país a sair da crise econômica que se encontra.
“O Brasil poderá ajudar assim como Portugal sempre ajudou”, disse a Presidente em frente ao hotel Quinta das Lágrimas, em Coimbra.
Dilma faz uma visita de dois dias a Portugal. Chega num momento de grande crise política e econômica. O país está praticamente sem governo. O primeiro-ministro, José Sócrates, renunciou na semana passada após o Parlamento rejeitar seu pacote de estabilidade. Ele fica no cargo até que sejam convocadas novas eleições, o que pode acontecer até o fim de semana.
Portugal não cresce, está com deficit crescente e está sendo obrigado a pagar juros de quase 8% em títulos de 10 anos. É quase o triplo do que paga a Alemanha.
É dado como certo que terá de recorrer à ajuda do FMI e do Banco Central Europeu.
Na noite de ontem, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que Portugal deveria aproveitar a visita de Dilma para pedir uma ajuda.
O Brasil poderia, por exemplo, comprar títulos da dívida portuguesa, mas ao ser perguntada sobre isso, Dilma não quis responder.
DILMA ANTECIPA RETORNO AO BRASIL EM VIRTUDE DA MORTE DE JOSÉ ALENCAR
Em virtude da morte do ex-vice-presidente José Alencar, a presidente Dilma cancelará os encontros previstos para amanhã (30/03) com o presidente português, Aníbal Cavaco Silva, e o primeiro-ministro, José Sócrates.
Em uma entrevista em conjunto, Lula chorou pelo falecimento de seu ex-vice-presidente e antecipou que dedicará a ele o título de doutor honoris causa que receberá amanhã na Universidade de Coimbra.
“Era uma relação de irmãos e companheiros”, declarou Lula, que por estar visivelmente emocionado, precisou interromper seu discurso em várias ocasiões.
“Ele foi mais que um vice-presidente. Eu, aos 65 anos de idade, conheço poucos seres humanos que tenham a alma de José Alencar, a bondade de José Alencar, a lealdade”, lembrou.
Lula destacou a relação “fraternal” que criada durante os sete anos de trabalho com Alencar e ressaltou que “muitas das coisas” que o Brasil vive agora se devem ao legado do ex-vice-presidente, como a “lealdade e a capacidade de trabalho”.
“Muita gente mais à esquerda do meu partido achava que não devia chamar José Alencar para vice-presidente, mas cada vez que falava e contava a vida dele, o mais esquerdista chorava, porque ele era um homem de bem”, expressou.
Dilma, que trabalhou seis anos e meio com Alencar quando foi ministra de Energia e da Casa Civil, anunciou seu retorno ao Brasil após Lula receber o título em Coimbra, e comunicou o decreto de luto nacional.
“Ele vai deixar uma marca na vida de cada um de nós”, resumiu a presidente, que antecipou que o corpo de Alencar será recebido com todas as honras no Palácio do Planalto.
