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Partidos portugueses optam por eleições antecipadas para sair da crise

Partidos defendem eleições antecipadas como forma de sair da crise.

Partidos defendem eleições antecipadas como forma de sair da crise.

Os seis grupos parlamentares de Portugal defenderam nesta sexta-feira eleições antecipadas como forma de sair da crise política e econômica, agravada pela recente renúncia do governo socialista, depois da rejeição de seu último plano de ajuste.

 

O presidente do país, Aníbal Cavaco Silva, iniciou nesta sexta-feira os contatos com os líderes das forças com representação na Assembleia para decidir sobre o pedido de renúncia do primeiro-ministro, José Sócrates, e em seguida definirá se convoca eleições com dois anos e meio de antecedência ou se forma outro Executivo.

Ao término dos encontros, Cavaco Silva, que quase não deu declarações públicas durante a gestão da crise nas duas últimas semanas, se limitou a explicar que as discussões transcorreram com “normalidade”.

O dirigente conservador, que na segunda-feira se reunirá com o presidente da Assembleia portuguesa, Jaime Gama, não deu mais detalhes sobre o conteúdo das conversas.

O Partido Socialista (PS), que formou o governo demissionário de José Sócrates e que conta com 97 deputados entre as 230 cadeiras da Assembleia, foi o menos favorável à convocação das eleições, mas acabou por aceitá-las.

O líder do principal grupo opositor (o social-democrata PSD, com 81 deputados), o conservador Pedro Passos Coelho, pediu eleições em 29 de maio e lembrou que até lá o governo interino terá que fazer frente aos compromissos com os credores.

“Estou totalmente seguro de que o governo não deixará de assegurar esta gestão”, disse Coelho, às vésperas de que em abril o Estado português enfrente o vencimento de quase 4,3 bilhões de euros de dívida a longo prazo e em junho outros 4,9 bilhões.

Uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira aponta para uma clara vitória do PSD nas urnas com quase o dobro de votos que os socialistas e que o permitiria, inclusive, governar com maioria absoluta.

Na quarta-feira passada, a oposição, desde os conservadores até a esquerda marxista, provocou a renúncia de Sócrates ao rejeitar o quarto plano de austeridade apresentado pelo governo em um ano, que contava com o sinal verde de Bruxelas e cuja meta era reduzir o déficit de 7,3% em 2010 para 2% em 2013.

 

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