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Parlamento ratifica pacto orçamentário europeu

Para Pedro Passos Coelho, pacto representa "nossa recusa em repetir os erros do passado"

Para Pedro Passos Coelho, pacto representa "nossa recusa em repetir os erros do passado"

O Parlamento português aprovou nesta sexta-feira o pacto orçamentário europeu, ratificando o texto que faz da disciplina e do rigor os principais instrumentos na luta contra a crise da dívida que assola o continente.

O Parlamento português também aprovou o Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) para apoiar os países da Eurozona que – como foi o caso de Portugal – têm dificuldades financeiras.

A votação não representou problemas para o governo de direita, que tem maioria confortável, e também recebeu o apoio da oposição socialista, com exceção de dois deputados.

Este pacto “representa nossa recusa em repetir os erros do passado”, disse o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho (foto), durante o debate parlamentar.

Assinado no dia 2 de março em Bruxelas por 25 dos 27 países da UE (exceto Grã-Bretanha e República Tcheca), o pacto começará a ser aplicado após a aprovação por 12 Estados.

“É em nome da opção europeia de Portugal que votaremos favoravelmente”, havia anunciado o chefe do Partido socialista, Antonio José Seguro, apesar de que os socialistas portugueses, assim como seus homólogos europeus, consideram que o pacto não inclui as suficientes medidas a favor do crescimento e a criação de emprego.

Firmado no dia 2 de março em Bruxelas por 25 dos 27 países da União Europeia, o pacto começará a ser aplicado quando for ratificado por 12 Estados.

Uma prova da controvérsia que o texto suscita foi a negativa da Grã-Bretanha e da República Checa ao pacto. A Irlanda, por sua vez, decidiu submetê-lo a um referendo.

Na França, a ratificação do texto dependerá da eleição presidencial (primeiro turno no dia 22 de abril, segundo dia de 6 de maio). O candidato socialista, François Hollande, quer renegociá-lo. O atual presidente, Nicolas Sarkozy, caso obtenha a reeleição, deverá ratificar o pacto por via parlamentar, o que implica no apoio dos socialistas.

Na Alemanha, a ratificação deve acontecer somente no final do ano, embora o governo tenha dito que gostaria de adotar o texto no final de maio.

O pacto pede sanções quase que automáticas no caso de desvios dos déficits públicos. Prevê também um déficit público máximo de 3% do PIB e uma dívida global não superior a 60% do PIB.

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