Cidade de Esmoriz

Brasão de Esmoriz
HISTÓRIA
As origens da cidade remontam ao período da ocupação romana, quando se denominava “Ermeriz” ou “Hermeriz”.
Sob o reinado de D. Dinis, a freguesia e a chamada Barrinha de Esmoriz encontram-se referidas nas Inquirições de 1288: “…e disseram, pelo juramento que fizeram, que, em um lugar que é dele da freguesia de Esmoriz e dele da freguesia de Cortegaça, contra o mar, há uma lagoa que era devesso e a que vinham os homens d’el-rei e os outros da terra colher o carocil…”
Esmoriz também se encontra referida no Foral Novo da Feira (1514).
Ao longo dos séculos, a titularidade da sua posse variou: foi pertença dos condes da Feira e posteriormente da Casa do Infantado.
Passou para Ovar em 1514 e depois em 1916 passou a pertencer a Espinho. Anos mais tarde voltou para a comarca de Ovar, onde permanece até hoje.
Em 29 de março de 1955 ascendeu ao estatuto de vila e, mais tarde, a 2 de junho de 1993 ascendeu ao estatuto de cidade.
A fertilidade das terras de Esmoriz e os seus recursos foram razões fortes para a fixação da população nesta zona. As principais atividades centravam-se na Arte Xávega, na Tanoaria e na Cordoaria.
Atualmente essas atividades deram lugar a novas indústrias, como por exemplo a de móveis, confecções, construção civil, e outras.
Em termos de património edificado destaca-se a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Assunção. Este templo foi erguido em 1892, sobre as fundações de outro, mais antigo. De linhas simples, em estilo eclético, apresenta uma torre sineira no lado direito da fachada.
Em seu interior, nas cores branco e ouro, destaca-se o altar-mor adornado por quatro colunas em espiral. Existem ainda dois altares colaterais, mais dois nas capelas laterais e outros dois abaixo dos púlpitos.
No adro da igreja encontra-se um monumento alusivo ao VIII Centenário da Independência, III da Restauração de Portugal. A cidade conta ainda com um monumento em homenagem ao tanoeiro, antiga atividade económica expressiva para a sua economia.
LOCALIZAÇÃO