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Consumo de produtos portugueses tem aumento de 7%

Em cinco anos, a iniciativa “Compre o que é Nosso” reuniu 765 empresas

Em cinco anos, a iniciativa “Compre o que é Nosso” reuniu 765 empresas

Um ex-ministro da Economia disse, um dia, que bastaria que cada português consumisse mais 10 euros por mês de produtos nacionais para resolver o défice. Se isto for verdade, Portugal poderá estar a caminhar para o equilíbrio, graças a iniciativas como a “Compro o que é Nosso”, da Associação Empresarial de Portugal (AEP), que segundo os últimos dados conseguiu um aumento de cerca de 7% no consumo de produtos nacionais.

Segundo um estudo de mercado realizado em junho pela AEP, junto de 1.000 produtores nacionais, a logomarca “Compro o que é Nosso” tem tido um efeito positivo nas vendas de produtos e serviços, desde o seu lançamento em 2006. Nem todos os produtores conseguiram quantificar o impacto da campanha nas vendas, mas 21 % dos entrevistados indicam que, em média, terá havido um aumento na ordem dos 7 %.

Também em junho deste ano, o programa deu um novo passo em frente, ao assinar um protocolo com distribuidores nacionais, no sentido de sensibilizar cada vez mais a grande distribuição para “privilegiar a compra de produtos nacionais que geram valor acrescentado”, disse na altura o vice-presidente da AEP, Paulo Nunes de Almeida.

Em apenas cinco anos, a iniciativa “COMPRO o que é nosso” conseguiu reunir 765 empresas que representam 2.500 marcas e um volume de negócios agregado que ultrapassa os 14 mil milhões de euros.

E os números continuam a aumentar: só em junho de 2011 houve um acréscimo de adesão de 80 por cento comparativamente ao mesmo período do ano anterior. De acordo com informação da AEP, o setor da alimentação continua a liderar o número de aderentes com 33 % do total.

Para incentivar as empresas do setor agro-alimentar a aderirem a este projeto têm sido organizados, anualmente, concursos que atribuem apoios financeiros às empresas participantes. No último concurso, cujas candidaturas terminaram em junho, foi atribuído um apoio global de cem mil euros, um valor que será pago até 31 de agosto.

Para participar desta campanha – lançada em 2006 e relançada em 2008 com o slogan “Portugal, A minha Primeira Escolha” – é necessário cumprir vários objetivos, como por exemplo não ter dívidas ao Fisco nem à Segurança Social e ter uma marca própria registada em Portugal.

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