Verão de 2014 poderá ser o mais quente de toda a história

verao-2014-portugalO Inverno rigoroso que se tem feito sentir, com fortes nevões e temperaturas abaixo do normal na América do Norte, cheias no Reino Unido, queda de precipitação e forte agitação marítima em Portugal, dificilmente tornará fácil aceitar a previsão de alguns cientistas que referem que o Verão de 2014 poderá ser o mais quente de sempre, desde que há registos.

Um estudo publicado no jornal da Academia Nacional de Ciências dos EUA cita uma investigação de acadêmicos alemães que se debruça sobre as ligações entre as temperaturas na zona de origem do fenômeno El Niño e no resto do Oceano Pacífico, em vez de se centrar na temperatura da água.

Por essa razão, os cientistas concluem que se repetirá o fenômeno El Niño, no final deste ano, cuja versão mais extrema ocorreu entre 1997 e 1998, provocando a morte de 23 mil pessoas e prejuízos na ordem dos 35 mil milhões de dólares.

Este padrão é corroborado pelo secretário-Geral da OMM, Michel Jarraud, a partir da análise da temperatura em 2013. Segundo os dados da OMM, o ano de 2013 está entre os 10 mais quentes desde 1850. A temperatura global média situou-se 0.50 °C acima da média de 1961-1990 e praticamente igual à média da década de 2001 – 2010.

De resto, treze dos catorze anos mais quentes ocorreram no século XXI. Os anos mais quentes foram 2010 e 2005, com temperatura global média cerca de 0.55 °C acima da média, seguidos de 1998, ano com um excepcional episódio de El Niño.

Citado pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera, o Secretário-Geral da OMM, Michel Jarraud refere que “a temperatura global média no ano de 2013 é consistente com a tendência de aquecimento de longo prazo. A taxa de aquecimento não é uniforme, mas a tendência é inequívoca. Dadas as concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera, as temperaturas globais continuarão a subir”

Em Portugal continental, a temperatura média do ar no ano 2013 foi cerca de 0.14 °C superior ao valor médio de 1971-2000. Valores superiores aos registados este ano ocorreram em cerca de 30% dos anos.




Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *