Cidade de Beja

HISTÓRIA

Bandeira de Beja

Bandeira de Beja

Crê-se que a cidade foi fundada, cerca de 400 a.C., pelos Celtas ou mais provavelmente pelos Cónios, que a terão denominado Conistorgis, e que os Cartagineses lá se estabeleceram durante algum tempo. As primeiras referências a esta cidade aparecem no século II a.C., em relatos de Políbio e de Ptolomeu.

Com o nome alterado para Pax Julia, foi sede de um conventus (circunscrição jurídica) pouco depois da sua fundação, teve direito itálico e esta cidade albergou uma das quatro chancelarias da Lusitânia, criadas no tempo de Augusto. A sua importância é atestada pelo fato de por lá passar uma das vias romanas.

Os Alanos, Suevos e os Visigodos dominaram esta cidade depois da queda do Império Romano, tornando-a sede de bispado.

No século V, depois de um breve período no qual haverá sido a sede da Tribo dos Alanos, os Suevos apoderaram-se da cidade, sucedendo-lhes os Visigodos. Nesta altura passa a cidade a denominar-se Paca.

Brasão de Beja

Brasão de Beja

Do século VIII ao ano de 1162, esteve sobre a posse dos Árabes, designadamente no domínio dos Abádidas do Reino Taifa de Sevilha,que lhe alteraram o nome para Beja,(existe outra cidade com este nome na Tunísia).

Aqui nasceu o Príncipe Al-Mutamid,o célebre Rei-poeta,dedicou muitas das suas obras ao Amor a donzelas,e também a mancebos homens. No referido ano os cristãos reconquistado definitivamente a cidade. Recebeu o foral em 1524 e foi elevada a cidade em 1517.

Beja foi o berço da notável família de pedagogos e humanistas do Renascimento que incluiu Diogo de Gouveia (1471 – 1557), professor de Francisco Xavier e conselheiro do rei D. João III de Portugal, a quem recomendou a vinda dos jesuitas; André de Gouveia (1497 – 1548), humanista, reitor da Universidade de Paris e fundador do Real Colégio das Artes e Humanidades em Coimbra; e o humanista António de Gouveia.

Criado pelo Rei D. Afonso V de Portugal em 1453, o título de Duque de Beja foi atribuído ao segundo filho varão, até à instituição da Casa do Infantado, em 1654, pelo Rei D. João IV, tendo-o como base.

O Aeroporto de Beja é um aeroporto localizado na base aérea n.º 11 a 12 km da cidade de Beja, no Alentejo e o voo inaugural aconteceu no dia 13 de Abril de 2011 com destino a Cabo Verde. O aeroporto representa um investimento de cerca de 33 milhões de euros e previa-se que estivesse operacional em Julho de 2009. O governo português pretende focalizar este aeroporto para o trabalho de companhias aéreas de baixo custo, visto que este aeroporto vai beneficiar de taxas aeroportuárias significativamente baixas. É também de importante relevância o fato de o aeroporto se localizar a pouco tempo do Algarve e dos empreendimentos hoteleiros já projetados para a Costa Vicentina e a Barragem de Alqueva, este também se encontra a pouco mais de duas horas de Lisboa

LOCALIZAÇÃO

Localização de Beja

Localização de Beja

Beja é uma cidade portuguesa, capital do Distrito de Beja, na região Baixo Alentejo, e pertencente à NUTS III Baixo Alentejo, sedia a Diocese de Beja, com 21 658 habitantes.

É sede de um dos maiores municípios de Portugal, com 1 147,14 km² de área e 34 387 habitantes (2009), subdividido em 18 freguesias.

O município é limitado a norte pelos municípios de Cuba e Vidigueira, a leste por Serpa, a sul por Mértola e Castro Verde e a oeste por Aljustrel e Ferreira do Alentejo.

O clima em Beja (a capital de distrito mais quente em Portugal Continental) é mediterrânico (Csa, segundo a classificação climática de Köppen-Geiger), influenciado pela distância à costa.

Tem Invernos suaves e Verões quentes e longos. A neve não é muito comum, mas por vezes pode nevar em períodos mais frios do inverno.

A máxima em Janeiro é de 14 °C e em Julho é de 32,8 °C. A mínima é de 5 °C em Janeiro e de 16 °C em Julho e em Agosto. A média anual anda à volta dos 17 °C. A precipitação total anual média é de 572 mm.

O ano de 2003 foi especialmente seco na região, e em Portugal no geral, levando à ocorrência de muitos incêndios florestais.

A LENDA DE BEJA

Conta a lenda que quando Beja era uma pequena localidade de cabanas rodeada de um compacto matagal, uma serpente assassina era o maior problema da população. A solução para este dilema passou por assassinar a serpente, feito alcançado deixando um touro envenenado na floresta onde habitava a serpente. É devido a esta lenda que existe um touro representado no brasão da cidade.




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