Cidade de Agualva-Cacém

Bandeira de Agualva-Cacém

Bandeira de Agualva-Cacém

HISTÓRIA

Na freguesia de Agualva-Cacém existem vestígios de ocupação no período neolítico, no período romano e posteriormente ainda pelos mouros. Existe uma anta na Agualva, próximo da urbanização da Anta, na Quinta do Carrascal. É um monumento megalítico cujo espólio se pode ver no Museu dos Serviços Geológicos de Portugal. Esta anta foi classificada como Monumento Nacional pelo decreto de 16.6.1910.Em Colaride, entre Cacém e Massamá, encontram-se também vários sítios arqueológicos do Paleolítico Médio e Superior. Ali se encontraram diversos instrumentos de pedra, principalmente objectos para a caça. Por aqui se deduz da presença de caçadores nesta zona, aliado à proximidade de um rio e à situação elevada que permitia a observação dos arredores.Também se encontraram provas da ocupação nas idades seguintes, do Cobre, do Bronze e do Ferro. O desenvolvimento da agricultura levou a que os habitantes se fossem progressivamente estabilizando, originando assim as primeiras povoações. Foi descoberta uma estação romana, uma villa, pelo arqueólogo Leite de Vasconcelos, bem como uma necrópole. O termo Agualva provém do termo romano “acqua alba”.Encontrou-se uma oficina e um local de extração de pedra.Após a época romana, a região foi também habitada pelos árabes. Entre outras, podemos considerar como provas as denominações do Cacém, que deriva do árabe “qasim” (o que divide ) e Massamá que deriva de “maçtamá” (local onde se bebe água).A Idade MédiaSegundo se sabe, D. Afonso Henriques doou a herdade de Meleças, no norte do Cacém, ao mosteiro de Santa Cruz, em 1159.Os documentos mais antigos que se conhecem, relativos a esta região, datam do séc. XIII. D. Afonso II doou a alguns nobres a herdade de Barouta, entre outros bens. Uma herdade de Agualva foi doada ao mosteiro de S. Vicente de Fora, em Lisboa.Ainda no séc. XIII, um documento comprova a venda de uma herdade situada entre os termos de Sintra e de Lisboa. Pouco mais tarde o vigário de S. Pedro de Sintra doa a herdade de Colaride ao mosteiro de Chelas.

Brasão de Agualva-Cacém

Brasão de Agualva-Cacém

Encontraram-se diversas referências, datadas desde a Idade Média, a um moínho de vento, na zona de Colaride. Este moínho estava no local em que atualmente se encontra um reservatório de água.Um documento do séc. XV refere o casal de Colaride, na altura pertencente à freguesia de Belas. Outros documentos deste século e do seguinte referem algumas propriedades da região de Agualva e Cacém, algumas na altura pertencentes à freguesia de Belas. Sendo uma estância de veraneio até meados do séc. XX, tornou-se numa das regiões limites de Lisboa com maior evolução a nível da indústria e do comércio. A freguesia de Agualva-Cacém foi criada em 15 de Maio de 1953 e elevada à categoria de Vila em 25 de Setembro de 1985.É o local onde a linha de Sintra se encontra com a linha do Oeste, proveniente das Caldas da Raínha e da Figueira da Foz. Foi elevada a cidade em Abril de 2001.

GEOGRAFIA

LOCALIZAÇÃO

Localização de Agualva-Cacém

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